A análise pessoal é o tipo de abordagem clássica desenvolvida por Freud, em que o analisado deita no divã e o analista se coloca atrás dele. Serve para que a pessoa possa refletir sobre si, seus pensamentos, desejos, conflitos e sentimentos sem que veja o analista.
A postura do analista é mais passiva, de escuta, com colocações pontuais sobre o que o analisando traz, no intuito de facilitar que o paciente tire suas próprias conclusões sobre o conteúdo que está abordando. Lida com o inconsciente da pessoa e utiliza também o inconsciente do analista.
Tem frequência de 3, 4, 5 ou 6 vezes por semana e pode durar muitos anos, até haver a alta consentida do paciente. Além de ser usada para atendimento de pessoas com perfil neurótico, é obrigatória para alunos em formação psicanalítica.
Não é adequada para pacientes psicóticos, perversos ou com transtorno de personalidade, pois há maior dificuldade de vinculação e comprometimento, podendo despertar muita ansiedade, o que, em determinados momentos, gera a sensação de piora por parte do paciente.
A análise desconstrói defesas neuróticas que o analisando foi constituindo durante sua vida, a partir de seus traumas e vivências, para depois ir se reorganizando de forma mais madura e de acordo com as vivências atuais.




